Seja Bem-Vindo!
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Rise - Eddie Vedder
Rise (Tradução)
Tais são os caminhos do mundo
Você nunca sabe
Onde colocar sua fé
E como ela vai crescer
Vou me erguer
Trazer de volta buracos e memórias ocultas
Vou me erguer
Transformar enganos em ouro
Tal é a passagem do tempo
Rápida demais para conter
E de repente engolida por sinais
Abaixe-se e observe
Vou me erguer
Encontrar minha direção magneticamente
Vou me erguer
Jogar minha pressa na estrada
terça-feira, 26 de abril de 2011
put your records on!
Quanto mais as coisas parecem mudar
Mais elas continuam as mesmas
...
Quanto mais você continua a mesma
Mais eles parecem mudar
terça-feira, 19 de abril de 2011
Branca vem procurar Pajé.
Branca vem procurar Pajé. Traz doença sua, miração de branco. Branca vem procurar Pajé e quer que Pajé cure doença que Pajé não conhece. Doença que Povo meu não tem. Melancolência que num existe. Curiositude traz gente branca. Quer fazer ritual de povo meu. Gosta de ouvir música de povo meu. Acha bonito gostar das coisa de povo meu. ...Gosta de escutar coisa que Pajé diz. Branco quer receber nome de povo meu. Mas branco não quer virar povo com povo meu. Quer tomar Cipó de povo meu com pajé de branco. Num conhece as força. Faz confusão nas mente. Quer roubar ritual de povo meu e por nas arte de branco. Quer roubar pintura de povo meu e por nas roupa de branco. Branco quer cantar música de povo meu e gravar em CD de branco. Destrói a gente e quer que a gente cante e dance em festa de “dia de índio” de branco. Branco quer ajudar povo meu, diz que é irmão, que é parente, que quer fazer coisa boa. Branco destrói mundo que povo meu vive. Branco nas casa de branco quer ter casa maior, carro maior, violência maior, miséria maior. Aí branco diz que quer ajudar. Branco vem ajudar pela culpa, pra mostrar serviço pros governo de branco, pra se exibir pros outro branco, pra mostra pra nós que é bonzinho. Engana Pajé não. Céu tá caindo na cabeça de povo meu. Branco num dança direito. Branco não quer passar pro outro lado. Não quer sentir. A gente escuta branco falar de Deus de branco, Deus de sucesso, Deus de prosperidade, e só vê branco vaidoso, corruptido, que num pensa na tribo deles, na comunidade, nos irmão. Branco num ensina as criança dele direito. Tudo carente. Vira criança presa no corpo de adulto. Raiz que num cresce. Jovem Overdrogado. Home de povo meu fica louco só dois dias. Pajé cura ele, loucura some. Branco fica vida toda falando com pajé de consultório, contado vida criança abusada, triste, desonçada de mãe e pai e dando dinheiro pra médico que num cura e branco fica louco. Fala que nem maldade e continua louco. Branco não tem ritual que presta. Não tem espiritualitude que funciona. Branco não segura o céu lá em cima. Céu cai em cabeça de povo meu por culpa de branco. Branco não reza direito.
Um texto de Leo Lama
Um texto de Leo Lama
sábado, 16 de abril de 2011
Parabéns ao grande Charlie Chaplin!
Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja
o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
Charles Chaplin
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.
Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja
o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.
Charles Chaplin
sexta-feira, 15 de abril de 2011
A vida humana é belíssima, mas brevíssima.
Tão breve como as gotas de orvalho que aparecem na calada da noite, cintilam ao amanhecer e se dissipam ao calor do sol.
Cada um de nós vive num pequeno parêntese do tempo.
Envolvemo-nos em tantas atividades sociais que não percebemos o mistério que cerca a existência.
A infância e a velhice parecem tão distantes, mas são tão próximas.
Num instante parecemos eternos, no outro, uma página na história.
Por ser tão breve a vida, deveríamos vivê-la, com sabedoria para sermos cada vez mais pais, educadores e profissionais inteligentes, jovens mais sábios, amigos mais afetivos.
Augusto Cury
Cada um de nós vive num pequeno parêntese do tempo.
Envolvemo-nos em tantas atividades sociais que não percebemos o mistério que cerca a existência.
A infância e a velhice parecem tão distantes, mas são tão próximas.
Num instante parecemos eternos, no outro, uma página na história.
Por ser tão breve a vida, deveríamos vivê-la, com sabedoria para sermos cada vez mais pais, educadores e profissionais inteligentes, jovens mais sábios, amigos mais afetivos.
Augusto Cury
terça-feira, 12 de abril de 2011
Amigo
Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
Fabricio Carpinejar
Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.
Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.
Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.
Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.
Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.
Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.
Fabricio Carpinejar
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