Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
Seja Bem-Vindo!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Doamor
Lulu: A vida vai deixando um monte de coisa pra trás e a gente vai perdendo o tempo todo...
Brás: Mas tem as coisas novas, que vão chegando, que movimentam... que surpreende a gente quando menos espera.
Lulu: Mas essas também passam depois...
Brás: Ou abrem espaço pra vir mais, mais, mais...
Lulu: Não para nunca né Brás?!
Brás: Ainda bem né Lulu.
Lulu: É surpreendente a gente aqui, assim...
Brás: Muito... e não vai passar rápido de jeito nenhum.
sábado, 24 de maio de 2014
Não leve as experiências da vida tão a sério
Não leve as experiências da vida tão a sério. Não deixe principalmente que elas o magoem, pois na realidade, nada mais são do que experiências de sonho... Se as circunstâncias forem ruins e você precisar suportá-las, não faça delas uma parte de você mesmo. Desempenhe o seu papel no palco da vida, mas nunca esqueça de que se trata apenas de um papel. O que você perder no mundo não será uma perda para sua alma. Confie em Deus e destrua o medo, que paralisa todos os esforços para ser bem sucedido e atrai exatamente aquilo que você receia.
-Paramahansa Yogananda
-Paramahansa Yogananda
domingo, 27 de abril de 2014
Bates Motel
My dad, he taught me this meditation where first you imagine your spirit rising up out of your body, then out of your house, out of your town, out of the sky, like a golden light zooming and growing, out into, and even past, the universe. And from that point, you look back and you realize how small you are in the world. Don’t you feel like that up here, Norman? That you’re connected to something so much larger than ourselves? -Emma
segunda-feira, 31 de março de 2014
Amor é a palavra-chave...
Hoje mando embora todo temor e medo que vivi.
Hoje mando embora todas as correntes que me aprisionavam com a dificuldade de ser aceita como sou.
Hoje mando embora toda dor e sofrimento que passei para aprender a dar valor à minha vida.
Hoje mando embora toda mágoa que carreguei pelas pessoas que estavam ao meu redor.
Hoje passo a ser quem sou, livre, amorosa, agraciada pela presença de Deus em minha vida.
Hoje me fortaleço com a união verdadeira entre meu Ser e meu espírito e deixo meu coração guiar toda estrada que preciso percorrer.
Hoje eu recebo a fé e a confiança como minhas principais armas para saber quem são as pessoas que se aproximam de mim.
E com todo o amor e gratidão eu vibro de dentro para fora e contagio aqueles que se permitem.
Amor é a palavra-chave que liberta qualquer alma que busca a cura!
Texto: Jessica Lobo
Foto: Isadora Andrade
segunda-feira, 17 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
boletim do tempo
suponho que esteja chovendo em alguma cidade espanhola
neste momento
enquanto me sinto mal
deste jeito;
gosto de pensar nisso
agora.
vamos a um vilarejo mexicano -
isso soa bem:
um vilarejo mexicano
enquanto me sinto mal
deste jeito
as paredes amareladas pelo tempo -
aquela chuva
lá fora,
um porco se movendo em seu chiqueiro à noite
incomodado pela chuva,
os olhos diminutos como pontas de cigarro,
e seu maldito rabo:
pode vê-lo?
não consigo imaginar as pessoas.
talvez elas também estejam se sentindo mal,
quase tão mal quanto eu.
pergunto-me o que elas fazem quando se sentem
assim?
provavelmente não o mencionam.
dizem apenas,
"veja, está chovendo".
Assim é melhor mesmo.
Charles Bukowski
neste momento
enquanto me sinto mal
deste jeito;
gosto de pensar nisso
agora.
vamos a um vilarejo mexicano -
isso soa bem:
um vilarejo mexicano
enquanto me sinto mal
deste jeito
as paredes amareladas pelo tempo -
aquela chuva
lá fora,
um porco se movendo em seu chiqueiro à noite
incomodado pela chuva,
os olhos diminutos como pontas de cigarro,
e seu maldito rabo:
pode vê-lo?
não consigo imaginar as pessoas.
talvez elas também estejam se sentindo mal,
quase tão mal quanto eu.
pergunto-me o que elas fazem quando se sentem
assim?
provavelmente não o mencionam.
dizem apenas,
"veja, está chovendo".
Assim é melhor mesmo.
Charles Bukowski
Assinar:
Comentários (Atom)